07 abril 2010

Exorcista II

            Procurava, então, encontrar a felicidade em cada esquina numa corrida desenfreada como se hoje fosse o último dia da sua vida. João queria à força ser feliz: no prolongar dos momentos de alegria e no estar sempre contente, alegre e bem-disposto. Buscava a felicidade no máximo de prazer possível, pois para o exorcista aproveitar a vida, ser feliz, era sentir prazer.


            “Desejo-te que sejas feliz”, “felicidades”, “Bom Natal”, “Bom Carnaval”, Carpem Diem”, Feliz Páscoas”, “Boas Férias”, com estas expressões de incentivo dos amigos procurava levá-las à prática no dia-a-dia.

             Antes que o sol se escondesse, João resolveu correr no seu percurso habitual e no meio do caminho caiu, batendo com o joelho numa pedra . De um momento para o outro desapareceu-lhe a cara de felicidade e apareceu a cara de dor. Procurou no chão de terra o motivo de ter tropeçado, mas os olhos não lhe permitiram-lhe enxergar.

             Na foto: Quinze dias sem ir à Manjedoura, dá nisto.

5 comentários:

maria teresa disse...

As bananas apodreceram:):):)... mas o texto está excelente!
Abracinho

Helga disse...

Provavelmente não encontrou nenhum motivo, porque não é preciso haver motivo para tropeçar-mos. Tropeçamos e pronto! A forma como nos levantamos é que muda... ou mantemos a cara de dor por demasiado tempo, ou apenas pelo tempo necessário e que a dor merece.

Beijinho :)

Kotta1947 disse...

Tropeçar todos tropeçamos cair é que nem sempre.Coragem tem quem cai e consegue levantar-se. Bjo.

Tulipa disse...

Tropeçou, caiu, levanta-se!E de preferência muda de caminho! kisses

Anónimo disse...

Só cai quem está de pé ou no alto!
São riscos que corremos todos os dias.
Cair ás vezes faz bem, porque fortalece-nos e aprendemos a olhar bem onde pisamos e a escolher caminhos alternativos.
Nem sempre quem cai é por ir distraído... É 1 aprendizagem, é 1 chamada de atenção para 1 ponto que não tinhamos notado a sua existencia.
MFCC