28 janeiro 2007

anónimo


Anónimo
O anonimato será um poder de denuncia, de critica confortável, ou um cobarde disfarçado de máquina de lavar roupa. Pois, se tens de fazer um comentário num blog, num site ou mesmo num jornal, ou ainda em praça pública deves de dizer o teu nome porque é pelo teu nome que és tratado. Penso que nenhum familiar ou amigo te trata por anónimo: - Oh anónimo, vem cá. Se te identificas por anónimo é porque és cobarde e tens medo de enfrentar a vida, o touro pelos cornos. Ao menos devemos respeitar o nosso nome, foi por esse nome que o pai preveniu varias quedas. Foi por esse nome que os teus amigos te cantaram os parabéns. Foi por ele que a tua professora te chamou ao quadro. E agora tens uma opinião sobre qualquer assunto que seja e tens vergonha do teu nome e chamaste anónimo! Chamar-te-hei cobarde.
Contudo, longe de mim armar-me em Padre António Vieira ou em Séneca.
Por outro lado, o anonimato, por vezes disfarçado de pseudónimos divertidos, permite-nos de uma forma descomprometida criticar ou elogiar autores.

26 janeiro 2007

contador

Hoje , dia 26 de Janeiro de 2007, mudei outra vez o contador ou “counter”. Faz- -me lembrar os outros contadores , tais como o contador da luz, da água e o conta-quilómetros é mais um contador. Será assim tão importante termos os contadores!?

22 janeiro 2007

Sídrome do muro


Síndrome do muro: O muro é um objecto físico que nos permite estar para lá, para cá, ou ainda, em cima. Digamos a priori que as ideias e os conceitos esbatem-se pela teoria da relatividade. Contudo, verifica-se que muitos não tem valores predefinidos, ou seja, optam conforme as circunstâncias. Pois, estando de um lado falam mal do outro e estando no outro falam mal dos anteriores. Poderia-se dizer que a síndrome do muro é uma “patologia” humano em que os indivíduos com dificuldades na coluna vertebral tomam posições contrárias conforme o contexto em que estão inseridos. Esta atitude permite retirar vantagens dos dois lados, constituindo assim de certa forma uma adaptação do ser humano conforme a teoria da evolução de Charles Darwin
Uma das coisas que me deixa perplexo é verificar que no antes do 25 de Abril, observava-se um Portugal ditatorial , cheio de opressão, cheio de medo, e depois do 25 de Abril de 74, muda-se para a liberdade e todos sofreram opressões . Agora urge perguntar onde está a máquina salazarista: o governo, a polícia, o partido, morreram todos . Os PIDES? Desapareceram. Ou a malta passou toda para este lado do muro.
Concluindo, o síndrome do muro será um estado do politicamente correcto ou um estado de cobardia? Conforme Darwin, diria que se trata de uma adaptação do ser humano. Vejamos mais exemplos. Os estados unidos em tempos apoiaram o Saddam Hussein e agora matam-no; os treinadores de futebol e jogadores dizem mal dos clubes por onde passaram…

16 janeiro 2007

nuvens

Apetece perguntar: O que é que as nuvens estão por ali a fazer?

aborto


Sou contra o aborto, mas vou votar sim.

No próximo dia 11 de Fevereiro vamos votar no referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Nesse dia os portugueses terão de dar uma resposta livre e consciente: sim ou não. Até lá esperemos um debate tão sério como o tema obriga. Agora se me pedissem para fazer campanha pelo sim ou pelo não, recusava os dois.
Sou contra o aborto( a favor da vida humana) porque utopicamente acho que nenhuma mulher deveria abortar. Nenhuma mulher fará um aborto de ânimo leve e mesmo de livre espontânea vontade. O aborto acarreta uma decisão difícil para qualquer ser humano, deverá ser a ultima alternativa e essa última alternativa deverá estar legislada.
Voto sim para que as mulheres tenham um mecanismo legal que permita, em determinadas condições e circunstâncias da vida, o aborto com alguma dignidade.
No entanto, a maior campanha será sempre a vida humana, nas suas oportunidades e na sua dignidade.

04 janeiro 2007

fui dar sangue


Fui dar sangue. Não sei se estava bom, mas fui.
Diria eu: sangue do meu sangue, ou ainda, vou dar sangue para ter duas dias de descanso, mas não, fui dar sangue. Também diga-se a verdade não tinha nada para fazer nesse momento. Fui com um dador e pensei que também podia dar sangue e entrei pela primeira vez . Dei o meu nome e outros dados pessoais e aguardei pela enfermeira. Após aguardar vários minutos no corredor, entrei no gabinete da enfermeira e esta disse-me: “ lave as mãos com os pés”. Eu ri . No entanto, a enfermeira explicou-me que deveria carregar numa alavanca com os pés, que simultaneamente sairia água da qual lavaria as mãos e assim o fez. Fiz alguns testes e voltei a esperar na corredora pela médica. E depois, como dizem os miúdos, a médica chamou pelo meu nome e eu , olhei para os outros todos que esperavam e como nenhum levantou-se, vi logo que era eu. Quanto à médica respondi-lhe na linguagem do totobola.
Dirigi-me para a sala de dar sangue e deparei-me com várias cadeiras vazias, apenas uma estava ocupada pelo dador que falei atrás. Este estava confortavelmente deitado na cadeira com uma mangueira a retirar-lhe sangue, para uma bolsa que encontrava-se num recipiente a abanar. Aliás, havia duas bolsas uma pequena e outra grande. E agora era a minha vez.
Pela insistência das enfermeiras parecia que era importante ter comido alguma coisa antes, mas eu tomei apenas um café e uma bolacha, pois não conseguia tomar mais nada. Com a orientação da enfermeira, deitei-me na cadeira e preparei-me para dar sangue. Uma dúvida: porque é que as enfermeiras ao falar da picada da agulha já estão a mete-la na veia? E lá estava eu a dar o meu sangue para dois sacos. Sentado confortavelmente senti apenas uma sensação no mínimo original: uma pequena brisa no estômago