11 dezembro 2006

barba


A pensante barba dizia cá para mim: -se ao menos deixasses esse maldito cigarro que concorre comigo na ajuda às tuas ideias, seria para mim um alívio. Pois largar o pensativo cigarro era uma excelente maneira de poupar dinheiro e por valorização fazer-me-ia bem à saúde. Vou perguntar ao portátil através da net como seria eu sem fumar. Fumar não será um escape, um prazer.
Olhava para as tábuas do sótão e não encontrava mais espaços de criação. Os livros nas estantes adormecidos descansavam embalados pelo assobiar do vendo. A luz tilintava de fraqueza, quase se acabava.
Levantei-me e em cinco passos entrei na casa de banho e bebi a fria água com as próprias mãos. Sentei-me e, desviando o olhar da Internet, li algumas notícias dos jornais. Porém, a noite não estava para muitas inspirações. E assim adormeci.

10 dezembro 2006

01 dezembro 2006

Deus tem como única obrigação existir.


A imagem simples da existência pós-morte de um vizinho cá da redondeza é sem dúvida interessante e ao mesmo tempo bonita.. Pois, segundo o velhinho, depois da nossa morte, viajamos para cima das nuvens e a nossa estadia será regrada com doces. Por isso fulano tal que morreu está bem lá em cima a comer doces. Pensando bem este pensamento não foge da ideia que a religião tem para depois da morte.
Convém retratar que a personagem acima referida é analfabeta e apresenta alguma dificuldades cognitivas, podemos dizer que é um castiço, é genuíno .
Destaca-se a ideia da paz e do conforto das nuvens brancas e da doçura dos doces. Isto não será o céu dos católicos? O paraíso dos muçulmanos?
Se um individuo com estas diferencias mentais tem este conceito do infinito, se as religiões apresentam um espaço para deslocarmos depois da morte é porque existe algo para alem da vida . E tudo nos leva a crer que existe Deus. Pois, existir por existir reduz-se a Descartes. Terá mais lógica existir para viver eternamente , nem que seja para ficar nuvens a comer doces.

26 novembro 2006

Procuram-se "Ronaldos" na Madeira


Cartas do Leitor , Diário de Notícias, 23 de Julho de 2004. Já se passaram 2 anos e continuamos na mesma, pois daqui a dois anos , se por cá tiver, volto a postar este novo post.

18 novembro 2006

Madeira sao jorge

estrada da palmeira

19 outubro 2006

extracto

enterro


Hoje, dia 18 de Outubro de 2006, fui a um enterro cá de um vizinho de São Jorge. Assim, assisti à missa e desloquei-me em procissão até ao Cemitério, mais conhecido na zona como o Cabeço dos pinheiros.
A missa foi breve, legítima e clara (cerca de 30 minutos). De pé fiquei logo na entrada, ao pé da pia baptismal, a ouvir as palavras e a remoer o meu estado de Cristão Católico e Apostólico.
No cabeço dos calados pensei na homenagem à morte, no corpo que desce para a terra, na família que chora o seu ente querido. Aqui uma das imagens que fica é a primeira pá de terra deitada pelo coveiro sobre o caixão. Dura é esta profissão, de coragem e dedicação, que merece respeito e admiração.
Depois do enterro, ou melhor da morte, houve o jogo do meu Sporting. Perdeu, mas a vida continua.

20 setembro 2006

manjai II


Mentalmente nós estamos , irremediavelmente, condenados a vivermos connosco próprios.

11 setembro 2006

tomateiro



Desfragmentação
Seria de esperar por aqueles que em tempos construíram as barragem e os aquedutos, para mais tarde sem qualquer conveniência ou desespero, obterem os louros das vitórias. O sangue dos vencidos podem esmagar as incompletas avarias do sistema corrupto e sem rédeas.
Da história, da efémera e parca vida acabam-se as coisas e ficam lembranças, as quais serão almas serão anjos ou serão nada, pó. E é permitido viver sem esperanças na eternidade, ou passamos apenas de animais selvagem , que o mundo reclama como estrume.

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