19 outubro 2006
enterro

Hoje, dia 18 de Outubro de 2006, fui a um enterro cá de um vizinho de São Jorge. Assim, assisti à missa e desloquei-me em procissão até ao Cemitério, mais conhecido na zona como o Cabeço dos pinheiros.
A missa foi breve, legítima e clara (cerca de 30 minutos). De pé fiquei logo na entrada, ao pé da pia baptismal, a ouvir as palavras e a remoer o meu estado de Cristão Católico e Apostólico.
No cabeço dos calados pensei na homenagem à morte, no corpo que desce para a terra, na família que chora o seu ente querido. Aqui uma das imagens que fica é a primeira pá de terra deitada pelo coveiro sobre o caixão. Dura é esta profissão, de coragem e dedicação, que merece respeito e admiração.
Depois do enterro, ou melhor da morte, houve o jogo do meu Sporting. Perdeu, mas a vida continua.
20 setembro 2006
11 setembro 2006
tomateiro

Desfragmentação
Seria de esperar por aqueles que em tempos construíram as barragem e os aquedutos, para mais tarde sem qualquer conveniência ou desespero, obterem os louros das vitórias. O sangue dos vencidos podem esmagar as incompletas avarias do sistema corrupto e sem rédeas.
Da história, da efémera e parca vida acabam-se as coisas e ficam lembranças, as quais serão almas serão anjos ou serão nada, pó. E é permitido viver sem esperanças na eternidade, ou passamos apenas de animais selvagem , que o mundo reclama como estrume.
18 agosto 2006
esforço
No dia 01 de Junho, dia mundial da criança, ouvi nas notícias que a o ministério da cultura vai dispensar três milhões de euros para fornecer livros as escolas. A ideia é colocar um livro para cada dois alunos. Ainda ouvi dizer que o ministério da educação vai colocar os pais a avaliarem os alunos. Assisti a uma excelente reportagem sobre a indisciplina na escola. Perante todo isto perguntei: o que é a educação?
Na região verifica-se um grande avanço nas condições de estudo dos alunos, quase todos , ou mesmo todos conseguem ter acesso a um computador e mesmo Internet, quer seja em casa quer seja na escola. Agora vão ter livros. Faz-me lembrar o ditado japonês do pescador, pois colocamos a cana de pesca, a isca e todo o material e dizemos: Agora que tens o material tudo pesca! E primeiro não seria melhor aprender a pescar. A educação não são livros, mas saber ler. A educação não é navegar na Net, mas é saber pesquisar, investigar. Quantos e quantos têm estantes cheias de livros e nunca leram nem um deles. A estante cheia de livros é muitas vezes mais um móvel. Quantos miúdos passam a vida no computador a jogarem e a navegar em coisas não didácticas? E, quando é para fazer um trabalho da escola é só copiar e colar? E a maioria dos pais apresentam alguma dedicação ou apenas dizem : não me chateis.
A educação, e o país está na cauda da Europa porque ninguém quer trabalhar, os alunos não estudam , não existe esforço, dedicação e ninguém obriga. Tudo é feito com facilidades, no deixa andar, em remendo aqui , remendo ali.
O ministério só preocupa-se com os números, quer passar alunos para baixar as taxas de analfabetismo e ileteracia, mesmo que não saibam nada. Os alunos sabem disto tudo e os pais também.
A realidade da educação é nua e crua, não vale a pena tapar o sol com a peneira. A escola deve preparar os alunos para a vida, e para isto tem de os colocar a estudar, a trabalhar. Afinal de contas estes são estudantes. As batarias do ministério da educação estão viradas só para os professores. Mas eu não dou mais cinco anos para o sistema de ensino bater lá no fundo.
Não é por nada que o sistema de ensino religioso está bem e com bons resultados.
As batarias devem estar apontadas para o rigor, para o trabalho, para o esforço, para os valores do respeito, da democracia, desde o ministério , passando pelos professores e nunca deixando de esquecer os alunos.
Na região verifica-se um grande avanço nas condições de estudo dos alunos, quase todos , ou mesmo todos conseguem ter acesso a um computador e mesmo Internet, quer seja em casa quer seja na escola. Agora vão ter livros. Faz-me lembrar o ditado japonês do pescador, pois colocamos a cana de pesca, a isca e todo o material e dizemos: Agora que tens o material tudo pesca! E primeiro não seria melhor aprender a pescar. A educação não são livros, mas saber ler. A educação não é navegar na Net, mas é saber pesquisar, investigar. Quantos e quantos têm estantes cheias de livros e nunca leram nem um deles. A estante cheia de livros é muitas vezes mais um móvel. Quantos miúdos passam a vida no computador a jogarem e a navegar em coisas não didácticas? E, quando é para fazer um trabalho da escola é só copiar e colar? E a maioria dos pais apresentam alguma dedicação ou apenas dizem : não me chateis.
A educação, e o país está na cauda da Europa porque ninguém quer trabalhar, os alunos não estudam , não existe esforço, dedicação e ninguém obriga. Tudo é feito com facilidades, no deixa andar, em remendo aqui , remendo ali.
O ministério só preocupa-se com os números, quer passar alunos para baixar as taxas de analfabetismo e ileteracia, mesmo que não saibam nada. Os alunos sabem disto tudo e os pais também.
A realidade da educação é nua e crua, não vale a pena tapar o sol com a peneira. A escola deve preparar os alunos para a vida, e para isto tem de os colocar a estudar, a trabalhar. Afinal de contas estes são estudantes. As batarias do ministério da educação estão viradas só para os professores. Mas eu não dou mais cinco anos para o sistema de ensino bater lá no fundo.
Não é por nada que o sistema de ensino religioso está bem e com bons resultados.
As batarias devem estar apontadas para o rigor, para o trabalho, para o esforço, para os valores do respeito, da democracia, desde o ministério , passando pelos professores e nunca deixando de esquecer os alunos.
12 julho 2006
manjai I

Personificação Conceptual da Existência. Vivemos no mundo das ideias e não dos objectos, ou seja, não existe objectos, nem coisas, só existem conceitos. O objecto avião não existe, existe é o seu conceito, pois o avião por si só não sabe que existe, sendo assim a existência do avião surge do seu conceito. E aqui , o nosso relacionamento com o mundo passa pelos conceitos mentais que temos sobre os objectos. Toda a vivência humana é uma aplicação de conceitos, por exemplo não partimos do carro para movimentar uma pessoa , mas partindo do conceito de carro o indivíduo vai passear com o seu carro
Quanto aos animais , todos nós temos um conceito sobre cada animal e a partir daí podemos relacionar, obtendo vivências. E aqui podemos verificar que por vezes no mundo dos nossos conceitos obtemos personificações dos animais e mesmo dos objectos. A vida é uma personificação.
È só a partir dos nossos conceitos que damos vida as coisas e não ao contrário.
Quando observamos um pássaro a deslocar-se de um lado para o outro vimos apenas um movimento conceptual, pois essa acção na realidade não existe. Quando alguém conta-nos uma história é através dos conceitos que conseguimos compreendê-la. E nós vivemos no mundo dos conceitos , pois a própria janela não se questiona: eu não podia ser uma cadeira? O mundo real não passa de um absurdo, ou seja, não existe.
Pois, experimentem trocar o nome as coisas. Experimentem pensar no que as coisas pensam sobre nós.
03 julho 2006
02 julho 2006
plantas 1 pepino

O pior para o pepino não é existir , é não saber que existe.
O nada – Pois , se após a morte nada existe , tudo acabou não tem sentido a vida. Pensemos sobre este assunto. Imaginemos o nada , o vácuo , nada existe nem um mínimo cabelo. Depois da morte será que nada existe? Esse ponto de vista do pós morte é demasiado duro para pensar, mas que alguém tem de justificar. Se cada um nasce, cresce e arranja uma imagem conceitual do mundo, no tempo e no espaço e, após a morte perde-se tudo. Pensar no vazio existencial é dramático. Pois nem o papel branco existe. E depois? Existe alguma existência divina ? Será que vamos voltar a existir? Onde? Como? E com que lembranças?
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